Estudando e conhecendo a Irlanda II

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Hello, mochileiros!

Agora que vocês já conhecem a Isa e os primeiros desafios de um intercâmbio, é hora de abrir aquela lata de Guinness, encostar um pouquinho na poltrona e relaxar, curtindo boas dicas de passeios pela Europa e as incríveis fotos que a Isa reservou pra gente.

Let’s?

 Vivendo na Irlanda: dicas de passeios e viagens

 Oi, pessoal!

No meu primeiro post para o blog, compartilhei os aspectos iniciais da minha experiência de intercâmbio: o que motivou escolher a Irlanda, primeiras impressões, como conciliar trabalho e estudo, etc.

Agora, vou abordar um assunto que costuma ser de interesse geral: dicas de passeios e viagens. Pois, acredito que tão importante quanto o objetivo profissional ou acadêmico de um intercâmbio é o privilégio de descobrir e vivenciar outras culturas, além das amizades que você vai construindo no caminho.

Dicas: viagens 

Comecei a viajar após encontrar minha residência “fixa”. Com a rotina intensa de trabalho e estudo, restava os finais de semana e feriados para espairecer, viajar e conhecer a cidade, já que estava “reservando” as férias para a visita do Bruno, meu namorado.

Então, como não tinha muitos dias, foquei em conhecer as principais cidades e aquelas que sempre tive um interesse especial, como Roma (sonho), Barcelona, Londres e Praga. Faltou ainda vários destinos (Turquia e Croácia, quero muito!). Mas, a vida continua e terão outras oportunidades.

Enfim, vamos às dicas. Quando comecei a pesquisar fiquei impressionada com a facilidade de viajar pela Europa. As passagens são muito mais acessíveis e é possível encontrar promoções inacreditáveis. As principais dicas são: pesquisar com antecedência, planejar, e para poupar ainda mais, procurar sempre levar bagagem de mão.

Quando me registrei na imigração da Irlanda, recebi uma carteirinha, chamada GNIB, que é praticamente um visto de entrada nos outros países europeus. Eu digo praticamente porque, se não tiver um passaporte europeu, de qualquer maneira é necessário pegar a fila de Cidadãos Estrangeiros (Non-EU) para permitirem sua entrada no país. Mas, com a carteirinha costuma ser bem mais tranquilo.

Como Dublin fica em uma ilha, não viajei muito de trem (acho que só peguei trem de Düsseldorf para Colônia, na Alemanha, e para Galway, uma cidade linda na Irlanda). Então, o jeito era pesquisar frequentemente nos sites das duas principais companhias aéreas low cost que operam em Dublin: Aer lingus e Ryanair.

Aer lingus

Começou a voar na Irlanda em 1936 e hoje é uma das principais companhia aérea de baixo custo. Costumo dizer que ela é a prima melhorada da Ryanair, pois os aviões são um pouco melhores, mais espaçosos, o limite de bagagem de mão é maior e é possível reservar o assento com antecedência.

Ryanair

A Ryanair é mais nova, fundada em 1985. A empresa cresceu rapidamente e se tornou a maior companhia aérea de baixo custo da Europa. As passagens na Ryanair costumam ser absurdamente baratas, mas é preciso levar em consideração alguns aspectos: a companhia opera em aeroportos mais distantes, o que no final poderá encarecer a viagem em função do traslado. O limite de bagagem de mão é também um pouco menor e eles não reservam o assento com o antecedência, o que costuma ser engraçado, pois forma uma bagunça básica antes de entrar no avião.

Resumindo

Apesar da Aer lingus geralmente ser mais cara, vale a pena sempre pesquisar nas duas companhias. Até porque a Aer linguns opera em algumas cidades que a Ryanair não vai, como Amsterdam, por exemplo.

Onde ficar

Viajar pela Europa costuma ser sinônimo de se hospedar em hostels. Excluindo Varsóvia e Colônia, cidades que fui super bem recebida por queridos amigos, nas outras cidades que visitei o esquema foi hostel ou hotel de médio/baixo custo mesmo. Utilizei muito o site Hostel World que indica as principais acomodações de acordo com os critérios de busca.

Para a decisão final, eu levava sempre em consideração os comentários e avaliações das pessoas no site e a localização. De maneira geral, consegui me hospedar em hostels e hotéis muito simpáticos.

Dicas: o que fazer em Dublin 

Não é só de viagem que é feito um intercâmbio. Descobrir a cidade que você mora também é um privilégio. A seguir, vou compartilhar algumas dicas do que fazer em Dublin, a partir da minha experiência pessoal, é claro.

Conhecendo a cidade 

Como na maioria das cidades da Europa, em Dublin existe um rio principal que corta a cidade ao meio. Esse rio chama-se é Liffey e é sobre a O’Connell Bridge que fica o ponto central da capital da Irlanda.

Portanto, Dublin é dividida em duas partes: lado norte do Rio Liffey e lado sul do Rio. Não existe CEP na cidade. As regiões são divididas em números sendo o lado norte os números ímpares e o lado sul os pares. As regiões 1, 2, 7 e 8 são as mais centrais. Confira o mapa abaixo para entender melhor.

Considero Dublin uma cidade jovem e animada. Mas, essa é a impressão de quem não passou pelo frio mais intenso (morei na cidade de fevereiro ao final de setembro, justamente para fugir do inverno). Então, nesse período, os pubs estão sempre abertos e com música ao vivo. Só um detalhe: a maioria dos estabelecimentos fecham às três da manhã, incluindo as baladas.

Além dos famosos pubs, vale ainda citar o famoso St. Patrick’s Day, quatro dias de festa em março que dão às ruas de Dublin uma atmosfera de Carnaval.

Ok, a cidade é legal, tem coisas interessantes… Mas, o que fazer, exatamente?

 

Layout da cidade

 

Pontos turísticos

  1. Fábrica da Guinness | Eu adoro Guinness e gostei bastante do tour, que conta todo o processo de fabricação da cerveja. Sem falar que a loja com produtos é a maior de Dublin. 
  1. Phoenix Park | É considerado o maior parque fechado da Europa. Vale a pena conhecer. 
  1. Trinity College | Essa Universidade foi fundada praticamente na época do descobrimento do Brasil. O lugar é incrível e vale a visita. Os prédios internos são lindos.
  1. O’Connell St. | É a principal rua de Dublin e onde tem o Spire, uma “agulha” gigante. É cheia de lojas e sempre fica lotada. 
  1. Grafton St. | Os brasileiros chamam de a “Oscar Freire” de Dublin, mas sinceramente acho que tem muito menos lojas bacanas que a nossa representante hehe. Mas ainda assim, vale a caminhada, por ficar em uma região muito bonita de Dublin. 
  1. Stephen’s Green Park | Depois de passear na Grafton St., aproveite e dê uma passada no Stephen’s Green que fica logo no final da rua. 
  1. The Irish Museum of Modern Art | O museu é sensacional e com muitas obras bacanas. O acesso também é fácil, pelo Luas, espécie de metrô que anda nas ruas da cidade.
  1. Old Jameson Distillery | A Irlanda é a terra da Guinness, mas quem gosta de whiskey não irá se decepcionar.

Pubs e comidinhas 

  1. The PorterHouse | É um pub muito bacana, com fabricação própria de cerveja e possui ainda diversos rótulos de cervejas especiais. Toda noite tem música ao vivo. São três casas na cidade, mas a melhor é o da região do Temple Bar.
  1. The Tempe Bar | É o pub mais popular de Dublin, cheio de turistas. Mas, isso não o torna ruim. Pelo contrário, o bar é muito animado, com música ao vivo (rock e pop) toda hora e ainda é uma graça. Vale a pena conhecer. 
  1. Cafe en Seine | A decoração é linda, e até às 22h funciona um restaurante bom também. Ele é mais no esquema baladinha, ótimo para dançar. 
  1. Johnnie Fox’s | Não é só um pub… É uma experiência! É considerado o pub mais antigo de Dublin, a decoração é bem tradicional e eles fazem shows de música e dança típica. Por ser afastado do centro, possuem serviço de transporte que sai dos principais hotéis de Dublin. 
  1. The Queen of Tarts | Tem os melhores doces e tortas do mundo!!! O lugar é muito fofo, parece uma casa da vó. 
  1. Dakota Bar | É um pub digamos mais “playboyzinho”. Toca músicas conhecidas e vai um pessoal mais arrumado. O ambiente é uma delícia, assim como as bebidas. 
  1. Howl at the moon | Costumava ir nessa baladinha com minha flatmate da Inglaterra. É um dos lugares favoritos dos moradores da cidade, sendo mais difícil encontrar brasileiros (pelo menos quando fui).

É obvio que não podia esquecer da famosa Dicey’s, pub/baladinha que anima as terças dos brasileiros com bebidas por apenas dois euros e o Fitzsimons, sempre o fim de festa de quem mora no centro de Dublin. Também gostava muito do The Mezz, um pub mais alternativo. Ah, a maioria dos pubs tem restaurante, mas não tenho tantas dicas de onde comer simplesmente porque não gostava muito da comida e cozinhar em casa sempre é mais econômico.

Depois de tantas experiências, viagens e descobertas, qual seria o principal aprendizado do meu intercâmbio? Confiram no próximo post. Até mais!

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